“O Minas mora no meu coração e conta comigo como torcedora de tudo que ele realiza.”
Amanda Maria Ramos Lopes
29 anos, jornalista e ex- colaboradora
Eu me lembro do frio na barriga quando aceitei cobrir o Grand Prix de Judô pelo Minas Tênis Clube. O jornalista responsável pela cobertura precisou viajar para um jogo de basquete e, de repente, aquele desafio caiu nas minhas mãos. Eu ainda estava construindo minha trajetória na comunicação do Clube, mas aceitei a missão. Foi um dos momentos mais marcantes e inesquecíveis da minha trajetória profissional. Ali, tive ainda mais certeza de que o jornalismo era a minha escolha.
Minha história no Minas começou em 2022, no setor de Educação, como analista de convênios. Fazia alguns trabalhos de comunicação da Escola de Esportes, até descobrir uma vaga na comunicação oficial do Clube. O mais bonito daquela mudança foi o apoio que recebi. Meus gestores acreditaram em mim e me deram força para mudar de setor. Fiz o processo seletivo interno, fui aprovada e, em 2023, comecei uma nova etapa.
Foi no Minas que aprendi, de verdade, a rotina do jornalismo. Escrevi para a revista institucional, cobri eventos, acompanhei histórias e encontrei pessoas que permanecem comigo até hoje. O Clube me deu amigos, mestres e referências. Tenho um carinho imenso pela equipe da Educação, pela Comunicação e pelo Rodolfo, do Náutico, que me acolheu com um cuidado quase paterno. Participar da construção do canal do Náutico foi uma experiência transformadora.
O Minas tem algo raro. Ele não ocupa apenas um espaço em Belo Horizonte. Em 90 anos de existência, existe nele muito da memória de BH. E quem o conhece por dentro entende que existe ali uma cidade feita de encontros, esporte e formação humana.
Como pesquisadora do esporte, sempre admirei o trabalho que o Minas realiza. A estrutura impressiona, mas o que mais me marca é a tentativa constante de formar pessoas completas, para além dos resultados e medalhas. Eu acredito profundamente na educação pelo esporte, e o Minas traduz isso de maneira muito humana.
Hoje, sigo outro caminho profissional, mas levo comigo tudo o que vivi ali. O Minas mora no meu coração e conta comigo como torcedora de tudo que ele realiza. Sempre vou me lembrar dele como um lugar onde cresci, aprendi, fui acolhida e, acima de tudo, fui feliz.