“Muito além das instalações, dos títulos e dos resultados, existe uma cultura baseada no cuidado, no desenvolvimento e nas relações humanas.”
Fernanda Mara Rezende
Coordenadora de RH do Minas
Na adolescência, era atleta de natação da minha querida Patrocínio, minha cidade natal no interior de Minas Gerais. Naquela época, competia várias vezes contra o Minas Tênis Clube e o admirava pela grandeza e pelo desempenho de seus atletas. Para mim, o Minas já era sinônimo de excelência, e eu sonhava, um dia, estar ali.
Anos depois, já morando em Belo Horizonte e atuando na área de gestão de pessoas, encontrei uma amiga, Júlia, que comentou sobre um processo seletivo para a consultoria de Recursos Humanos do Clube. Naquele instante, veio-me imediatamente à cabeça aquele sonho da infância e da juventude: “Será que vou fazer parte do Minas?” Entre oito candidatas, fui escolhida.
Ao longo desses 15 anos, compreendi que a excelência do Minas é construída por uma gestão séria, profissionais altamente capacitados e, sobretudo, pela paixão das pessoas pelo que fazem. Tive o privilégio de acompanhar momentos marcantes, como a inauguração do Centro de Facilidades, a recepção da delegação inglesa, grandes conquistas esportivas e corporativas e a celebração dos 90 anos.
Mas uma das maiores recompensas dessa trajetória foi acompanhar o desenvolvimento de tantas pessoas. Ver aprendizes e estagiários se transformarem em profissionais preparados, confiantes e realizados é algo que levo comigo.
Também vivi aqui momentos desafiadores, especialmente durante a pandemia de Covid-19. Foi um período que exigiu sensibilidade, união e capacidade de adaptação. Nessa fase, vi ainda mais claramente a força das pessoas que fazem o Minas acontecer.
Foi também no Minas que vivi uma das transformações mais profundas da minha vida: a maternidade. Encontrei acolhimento, respeito e uma gestão humana. Hoje, vejo meus filhos demonstrarem orgulho pela instituição que também faz parte da nossa história.
O que mais admiro aqui é a capacidade de transformar vidas. Muito além das instalações, dos títulos e dos resultados, existe uma cultura baseada no cuidado, no desenvolvimento e nas relações humanas. Ao olhar para essa trajetória, sinto orgulho por ter contribuído para o desenvolvimento de algumas pessoas e por ter feito parte de uma instituição que impacta positivamente a sociedade.
Para os 90 anos, desejo que o Clube continue preservando sua essência humana e a capacidade de evoluir sem perder os valores que o tornaram referência.