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Ginastas do Minas treinam com a seleção à espera do calendário de competições

O ano de 2021 ainda segue turbulento e obscuro. No mundo do esporte, nada mudou. E, em meio à tão esperada vacina contra a Covid-19, alguns países seguem cancelando ou adiando competições importantes. Enquanto isso, os atletas e comissões técnica se desdobram e fazem de tudo para minimizar a falta de compromissos oficiais. De certa maneira, a ausência de um calendário de competições prejudica o desempenho dos atletas que sonham com uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, até então, confirmados para o segundo semestre deste ano. Nas equipes de ginástica artística e de trampolim do Minas, por exemplo, o trabalho na academia, na fisioterapia e no ginásio tem sido intensificado para quando as competições forem confirmadas os atletas estarem prontos para representar o Minas e o Brasil.

A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) fez a primeira convocação para treinamentos no Rio de Janeiro (RJ). Seguindo um rigoroso protocolo de bioproteção contra a Covid-19, os minastenistas Caio Souza, recém-contrato pelo Minas, Lucas Bitencourt e Leonardo de Souza, além do técnico Ricardo Yokoyama, também novato no Clube, treinam até o fim deste mês no Centro de Treinamento do Time Brasil. O objetivo da atividade é fazer com que os atletas da seleção trabalhem juntos e, desta forma, a comissão técnica do Brasil observe a evolução técnica dos ginastas. A equipe masculina brasileira está confirmada nos Jogos Olímpicos e, por isso, quando mais treino juntos, melhor para o Brasil.


Técnico Ricardo e os ginastas Leonardo, Lucas e Caio em treinamento no RJ ( Foto: Divulgação/MTC)

A partir do dia 2 de fevereiro, a jovem Camila Almeida, formada nas categorias de base do Minas, também se apresenta à seleção brasileira no Rio de Janeiro (RJ). O técnico minastenista Antonio Lameira, que também integra a comissão técnica da seleção brasileira, vai acompanhar a minastenista no período de treinos com a equipe feminina brasileira.

Para tentar amenizar os problemas causados pela falta de competições, o Minas desenvolve um trabalho em conjunto com a comissão técnica e a equipe multidisciplinar do Clube. O preparador físico das equipes de ginástica artística e de trampolim do Minas, Pedro Augusto Amorim, confirma que o momento de incertezas prejudica o trabalho dos atletas, mas, para minimizar o problema, os ginastas têm se dedicado bastante aos treinamentos específicos elaborados para melhorar o rendimento de cada um. “No âmbito da preparação física, encontramos prós e contras relacionados ao momento atual. A maior diferença é que, em tempos normais, os atletas viajam constantemente e novas demandas aparecem a todo tempo. A maior dificuldade, nos dias de hoje, é trabalhar com a incerteza do futuro, o que afeta diretamente todo o trabalho com o esporte e o atleta de alto rendimento. No entanto, traçamos a meta de que a nossa certeza é de que quando tudo voltar ao normal, devemos estar melhores do que estávamos quando a pandemia começou e estarmos prontos para conquistas inéditas. Uma vez que as competições não estão acontecendo é possível executar ciclos de treinamento com um controle muito maior das variáveis envolvidas e tirar proveito dessa oportunidade para trabalhar as deficiências com ainda mais ênfase e potencializar as capacidades físicas dos atletas ao máximo”, explica Pedro.

A fisioterapeuta Mariana Chaves Weschenfelder ressalta a importância de um trabalho bem definido antes do início de competições. Segundo a fisioterapeuta, que, com frequência, é convocada para integrar a comissão técnica da seleção, os atletas, neste período, passam por avaliações frequentes para definir a necessidade de cada um e, após os resultados, são elaborados programas preventivos individuais. “Sem as competições, o trabalho preventivo tem sido intensificado. Neste período, por exemplo, eu faço uma avaliação pré-temporada com testes quantitativos e testes qualitativos de análise do movimento de amplitude de movimento articular, nos ombros e nos joelhos, que são mais exigidos nas ginásticas. A partir daí, com os resultados em mãos, elaboramos um programa preventivo individual. Agora que não tem competição, avalio que esse trabalho da fisioterapia é fundamental para que os atletas mantenham o ritmo e prepararem o corpo deles da melhor forma possível para demanda que vai ser imposta nos treinos. Por mais que não tenha competição, eles têm que estar preparados para, assim que liberar o calendário, eles estarem prontos”, ressalta Mariana.

Devido à pandemia, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) já cancelou a etapa da Copa do Mundo de Ginástica de Trampolim de Baku, no Azerbaijão, que seria realizada em fevereiro.

O preparador físico Pedro Augusto e a fisioterapeuta Mariana Chaves fazem parte do Projeto Formação de Atletas por meio do investimento em profissionais do esporte - Ciclo 2021-2024-parceria Minas e CBC.


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