Cultura

Oposto Complementar do Infinito

Exposição Guilherme Cunha coloca o exercício poético no centro da criação da vida

A partir de 11/6, a Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas recebe a intrigante exposição “Oposto Complementar do Infinito”, do artista visual Guilherme Cunha. Na mostra, a Galeria exibe trabalhos já conhecidos de Cunha, além de obras inéditas que fundem e desdobram a intensa pesquisa por ele realizada. A exposição pode ser visitada gratuitamente, de terça-feira a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h. O Centro Cultural Unimed-BH Minas está localizado na rua da Bahia, 2.244 – Lourdes.

A produção de Guilherme Cunha se situa na interseção entre arte, ciência e tecnologia. Inspirado pelo método científico, Cunha conecta esses campos a estéticas conceituais. Seus experimentos poéticos utilizam pesquisas, desenhos e escritos como ferramentas de observação do momento presente. Os trabalhos investigam os limites do real, a ideia de tangibilidade e as afirmações sobre o sentido. 

“A exposição, como um todo, é um laboratório de pesquisas ontológicas para entender o ser humano no cerne da sua existência. É a busca pela origem, pelas causalidades, pelas manifestações interiores e fenomenológicas que nos igualam aos processos naturais”, conta o artista. Segundo Guilherme Cunha, “busco investigar, nisto que chamo de laboratório ontológico, pulsões vitais que – isto é, coisas como ondas sonoras, fótons, movimentos planetários, atividades cerebrais – criam a vida, colocando este exercício poético no centro do meu trabalho”, explica.

Em “Oposto Complementar do Infinito”, a lógica de “gabinete de curiosidades” é subvertida – o exercício da poética se situa no centro de criação da vida. Trata-se de um trabalho que problematiza as bordas dos modelos de percepção e questiona as afirmações estabelecidas sobre os sentidos. Em sua investigação poética, o artista aborda o uso do próprio corpo como veículo para forças vitais e reflete sobre os impactos do fazer poético no organismo humano. 

Aqui, as ideias atuam como “forças tectônicas” capazes de criar novas formas de ver e experimentar o mundo. O artista utiliza a pesquisa, os desenhos e os escritos como exercícios para se situar no momento presente. A partir desse fazer poético, surgem perguntas práticas, como os impactos dessa atividade no organismo. Em uma das instalações, por exemplo, ele convida o público a respirar um novo ar – literalmente – e, a partir desta experiência, defende que a fruição não precisa ser passiva No limite, ele defende que a arte transforma a vida e chega a agir na regeneração da existência.

Sobre o artista

Guilherme Cunha é artista visual, pesquisador e realizador cultural formado em artes plásticas pela Escola Guignard (UEMG) e pela Pittsburg State University (Kansas/EUA). Sua produção transita por diferentes meios como desenho, vídeo, fotografia, performance, cinema, objetos sonoros, novas tecnologias e instalações. O artista atua especificamente no campo de interseção entre as artes visuais, as ciências e a filosofia. Sua pesquisa reflete, de forma central, sobre o desenvolvimento de outros possíveis modelos de sociedade, plataformas para construção de conhecimento e modelos de percepção. Foi artista residente do Atelier #3 na Casa Tomada (SP/2010), do JA.CA (BH/2014) e do RedBull Station (SP/2014). Foi contemplado no edital de exposições do Espaço Cultural Marcantônio Vilaça em 2015, com o XIII Prêmio FUNARTE Marc Ferrez de Fotografia. Como idealizador do projeto Retratistas do Morro, recebeu em 2017 o prêmio de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, do IPHAN, o 30º Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade. É coidealizador do FIF BH – Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte (2013/2015/2017). Foi contemplado no programa 2017/18 do Rumos Itaú Cultural. Como idealizador do projeto Retratistas do Morro, recebeu em 2017 o prêmio de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, do IPHAN, o 30º Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, o prêmio Pipa online, no ano de 2023, e participou do Les Rencontre d’Arles em 2025. 

Instituto Unimed-BH

O Instituto Unimed-BH completa 23 anos em 2026 e conta com o apoio de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, gerando trabalho e renda para diversas famílias, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados, apoiados e realizados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

SERVIÇO

Exposição “Oposto complementar do infinito”, de Guilherme Cunha
Período expositivo: 11/6 a 16/8/2026
Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h.
Agendamento de visitas mediadas, em grupo ou em Libras: educativogaleria@minastc.com.br
Local: Galeria do Centro Cultural Unimed-BH Minas (rua da Bahia, 2244 – Lourdes)
Entrada gratuita

Projeto realizado pelo Minas Tênis Clube e Governo Federal, com patrocínio Master do Instituto Unimed-BH. Recursos captados por meio da Lei Rouanet (Ministério da Cultura)