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Mudança de hábitos

Minastenista defende cuidados com a natureza como parte da rotina

Cuidar do hoje para ter um amanhã melhor! Essa não é apenas uma frase clichê, mas o retrato de uma realidade. A edição desta semana da série “Faça o Bem”, produzida pela Assessoria de Comunicação do Minas, traz a entrevista de Elizabeth d´Ávila Fonseca, líder do Grupo Meio Ambiente do Programa Minas Tênis Solidário, que defende a incorporação dos cuidados com a natureza em nossas rotinas, uma vez que todas as nossas ações e hábitos atuais vão ditar o que a sociedade terá de retorno, num futuro bem próximo. “Infelizmente, as pessoas não aprenderam ainda como fazer a separação do lixo. Mesmo com todas as informações e orientações sobre o objetivo dos coletores de lacres, instalados nas mesas próximas às piscinas das Unidades, por exemplo, ainda tem gente que coloca pontas de cigarro e papéis lá dentro. Já vimos pessoas retirando os lacres de lá e levando para casa. Então, todos precisam se sentir responsáveis e se conscientizar da importância desses cuidados”, afirma a minastenista.
 
Elizabeth Fonseca é formada em Biologia e, mesmo não tendo atuado na área de formação durante sua vida profissional, sempre acreditou que poderia acrescentar às pessoas, orientando sobre os cuidados necessários para preservar o ecossistema. Ela trabalhou durante mais de 30 anos na Usiminas, se aposentou, ficou sabendo sobre a reformulação do Programa Minas Tênis Solidário e se interessou. “Quando houve a divisão dos grupos, eu logo manifestei meu interesse em participar e comecei a sugerir várias coisas, conciliando os meus conhecimentos com o que poderia ser aplicado pelo Clube e começamos a programar nossa atuação. Afinal, cuidar da fauna e da flora é uma forma de demonstrar a preocupação com o mundo e com o nosso próximo”, diz.
 
Confira, na entrevista a seguir, mais informações sobre os projetos do Grupo Meio Ambiente.
 
Minas Tênis Clube: Como começou o seu envolvimento com o trabalho voluntário e o que te motivou?
Elizabeth d'Ávila Fonseca: Desde o tempo de escola, estudei em colégio de freiras e tive algumas experiências com trabalhos voluntários. Trabalhei na Usiminas e a usina era na cidade de Ipatinga. Lá existe um local de acolhimento a pessoas portadoras de Síndrome de Down e paralisia cerebral, de zero a 80 anos, abandonados por suas famílias, que sobrevivia apenas dos auxílios voluntários. Eu criei um grupo de voluntários, mobilizei vários colegas de trabalho e fazíamos bingos com a participação de aproximadamente 500 pessoas, para arrecadar dinheiro para essa instituição. A equipe coletava alimentos e produtos de higiene e com os valores das rifas conseguimos construir uma lavanderia, uma cozinha industrial e contratamos um serviço de perfuração de poço artesiano para o local. Além disso, havia um enfermeiro do Hospital da Usiminas que era de família circense. Ele fazia alguns exercícios de fisioterapia com as pessoas assistidas, imitando os movimentos do circo e todos ficaram tão motivados, que compramos uma lona e montamos o “Circo da Esperança”. As apresentações eram entre eles mesmos e algumas pessoas da comunidade pagavam o ingresso para assistir aos espetáculos, o que ajudava a levantar uma renda, mesmo que pequena, para eles. Depois que me aposentei fiquei sabendo da proposta do Minas Tênis Solidário e optei pelo trabalho voltado ao Meio Ambiente, com objetivo de contribuir para melhoria da qualidade de vida para todos.
 
MTC: Quais propostas do Grupo Meio Ambiente já foram implementadas no Minas?
EDF: Logo no início criamos os coletores de lacres e tampinhas de plástico, que foram instalados nas mesas próximas às piscinas no Minas I e II. Começamos a proposta de abolir os canudinhos de plástico, bandejinhas de isopor, copinhos descartáveis, mas, são itens que demandam um pouco de tempo para a substituição total. Realizamos o plantio de várias mudas de cerejeiras no Minas Country, com direito a todo o ritual do Taikô, durante o plantio. No Minas I foi plantada uma muda de Ipê amarelo. Realizamos, também, uma caminhada ecológica na Praça do Papa, com distribuição de sacolinhas para colocar o lixo. Outros projetos ainda não foram iniciados, como é o caso da horta orgânica e o apiário no Minas Country. Temos o sonho de que o Grupo possa ser ampliado, viabilizando a inclusão social. Temos o projeto de realizar uma exposição de fotos do meio ambiente e do cotidiano, com as imagens feitas por pessoas portadoras da Síndrome de Down. A ideia é não rotular o Grupo, mas, permitir a integração, de forma bem fluente, dessas pessoas que tanto têm a acrescentar com sua criatividade e força de vontade.
 
MTC: O que as pessoas podem fazer no dia a dia para proteger o meio ambiente?
EDF: Há bastante tempo, a natureza grita por socorro. O cuidado com o meio ambiente vem, sobretudo, de uma mudança de cultura e de hábitos. Dentro de casa, no clube, na praia, no campo, em qualquer local, o mínimo de respeito à natureza é sempre bem-vindo e garante qualidade de vida, inclusive para as gerações futuras. Fazer o descarte de lixo de forma regular (orgânico, eletrônicos, recicláveis, etc.), o uso racional da água, a coleta da água de chuva, a reciclagem de materiais diversos, a realização da compostagem, utilização de energia solar, o plantio de árvores, tratamento correto do esgoto. Tudo isso é de suma importância para a preservação da natureza.
 
 
MTC: Em sua opinião, qual é a importância do trabalho voluntário na vida das pessoas?
EDF: As pessoas precisam se conscientizar que a ação de cada um hoje, impacta diretamente no mundo que teremos no futuro. O trabalho social é tão agregador, que nós observamos a mudança até mesmo nas pessoas assistidas. Na instituição de Ipatinga, durante as apresentações do “Circo da Esperança”, as crianças se fantasiavam para se apresentar. Os portadores de Síndrome de Down empurravam os cadeirantes, para que todos participassem. Havia colchonetes próximos ao palco, onde os mais debilitados ficavam deitados e quando a música começava, eles se manifestavam, às vezes, com simples sorriso. Isso enche qualquer coração de alegria e desperta a nossa atenção para o que realmente importa. O amor ao próximo!

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