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Melhor idade

Atitudes simples são prova de solidariedade e respeito ao próximo

Na entrevista desta semana da série Faça o Bem, Antônio Eustáquio de Resende, líder do Grupo de Atenção aos Idosos do Programa Minas Tênis Solidário, fala da importância de dar atenção e valorizar os idosos, o que, infelizmente, ainda não é uma cultura em nossa sociedade. “Essas pessoas, hoje idosas, necessitam de carinho e motivos para sorrir. Infelizmente, essa não é uma realidade para alguns, que estão em asilos ou casas de repouso, longe de seus familiares. As pessoas não têm tempo, disponibilidade e nem habilidade para cuidar deles, que, por muitas vezes, abdicaram de suas vidas pessoais para cuidar dos filhos e netos. Por isso, é necessário voltar nossa atenção para os idosos e levar alegria a eles”, afirma Antônio, que já trabalha com ações voluntárias há 11 anos e se inscreveu para participar do Programa Minas Tênis Solidário em 2017. Ele é formado em Educação Física, foi membro da equipe de Tiro Esportivo do Clube, estagiário e professor da Academia.
 
Ainda de acordo com o minastenista, as atitudes de respeito aos idosos devem fazer parte do cotidiano das pessoas, como, por exemplo, não usar as vagas demarcadas no estacionamento. “Observo que muitas pessoas jovens chegam ao Clube e em outros locais públicos e estacionam na vaga de idosos ou de pessoas com deficiência. Acho que respeitar o espaço do outro também é um ato de amor. Outra coisa que muita gente não pratica no dia a dia, é a cordialidade. Tem sócios que estão diariamente no Clube e não dão nem um bom dia para quem está ao lado ou para os colaboradores que estão ali, enquanto desfrutamos de nosso momento de lazer. Eu acho que esse gesto simples, de cumprimentar o outro, também demonstra a sua empatia com o próximo. É um ato de civilidade muito importante”, relata o minastenista, que, na entrevista a seguir, fala sobre o Grupo de Atenção aos Idosos do Minas Tênis Solidário. 
 
Minas Tênis Clube: Antes de se inscrever no Programa Minas Tênis Solidário você desenvolvia algum tipo de trabalho voluntário? Qual?
Antônio Eustáquio de Resende: Eu sempre participei de atividades assistenciais. Quando fiquei sabendo que estava acontecendo entrega de macarrão para moradores de rua na igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, há 11 anos, eu entrei e comecei a participar, embalando e distribuindo macarrão, pães, água e roupas. Trabalho também nas ações que visam arrecadar fundos para sustentar a atividade, como o festival de caldos e canjica, anualmente. Nas minhas festas de aniversário eu comecei a pedir que me levassem roupas usadas ou novas, cobertores ou o valor de um cobertor novo, para que eu comprasse e distribuísse aos moradores de rua. Vários amigos começaram a fazer a mesma coisa nos aniversários e entraram nessa corrente.
 
MTC: O Grupo de Idosos tem um papel muito importante, que é levar carinho a essas pessoas que estão, muitas vezes, afastados de seus familiares. Como vocês são recebidos nas ações e qual é a sensação de poder levar alegria a eles?
AER: Somos sempre bem recebidos nas visitas de avaliação, nas comemorações e durante a entrega dos objetos solicitados pelas instituições. A sensação de ajudar o próximo é um bálsamo para o espírito e os colegas de outros grupos sempre nos ajudam nas ações, trabalhando com alegria e desprendimento. O trabalho voluntário é uma troca. Quem doa vê a alegria de quem recebe e aquilo é indescritível. Nos sentimos realizados. Estamos nessa vida para servir.
 
MTC: Como você considera que essa interação entre os membros dos diversos grupos do Programa pode contribuir com o sucesso das atividades?
AER: Essa interação é feita de corpo e alma. Todos participam integralmente nas Feiras de Natal e do Dia Das Mães, além das festas que realizamos nas creches e asilos, durante a arrecadação de alimentos e de produtos de limpeza nos jogos e torneios das equipes do Minas. A participação das pessoas dos mais variados grupos agrega muito, pois cada um tem uma ideia e uma energia para acrescentar.
 
MTC: Você considera que exercitar o corpo e a mente, mesmo na terceira idade, pode contribuir com uma vida mais saudável? Quais seriam os exercícios que as pessoas mais idosas poderiam fazer, mesmo estando em casa?
AER: Sim, ajuda muito! Desde que a pessoa não tenha restrições de mobilidade, ela pode fazer pequenas caminhadas, dentro de casa ou nos quintais. Usando pequenos halteres ou elásticos podem fazer flexões de braços e de pernas; ainda usando elásticos poderão fazer adução e abdução de pernas e braços. Utilizando cabos de madeira, como de vassoura, é possível fazer rotação e flexão de tronco, entre outros. Para distrair a mente temos a pintura, jogos de paciência, trabalhos manuais e palavras cruzadas.
 
MTC: Infelizmente, nesse momento de pandemia, idosos não estão podendo receber visitas. Como você acha que podemos demonstrar o carinho por essas pessoas que são tão carentes de atenção?
AER: Hoje, com o auxílio da tecnologia, é possível encurtar a distância entre as pessoas. Nesse período em que temos que ficar mais isolados, as conversas telefônicas, a troca de mensagens e principalmente as chamadas por vídeo, são muito importantes e ajudam a matar um pouco da saudade.

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