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Diversão terapêutica

Carinho e atenção são os melhores remédios para crianças em tratamento

Nesta edição da série “Faça o Bem”, produzida pela Assessoria de Comunicação do Minas, a entrevistada é a líder do Grupo Infantil do Programa Minas Tênis Solidário, Maria da Conceição Dutra, professora aposentada do Ensino Infantil e graduada em Administração de Empresas. A minastenista sempre preocupou com o bom desenvolvimento cognitivo de seus alunos. Além de educadora, Conceição desenvolvia trabalhos voluntários com seus pais, e as crianças sempre foram sua paixão. “Eu cresci, trabalhei, formei minha família e depois que aposentei quis voltar a fazer trabalho voluntário voltado às crianças, porque sentia falta daquela energia positiva. A gente não ajuda, na verdade, nós é que somos ajudados, psicologicamente e espiritualmente com o serviço social”, afirma.

Participante ativa das ações sociais por intermédio de seus pais e da escola em que estudou, Conceição Dutra se emociona quando fala de algumas situações que já vivenciou nessa área. De acordo com ela, o melhor de tudo é poder transmitir carinho e amor às crianças carentes e órfãs. “Essas ações nos engrandecem muito. Sentimos que fazemos a diferença na vida dessas pessoas e, por meio da nossa atuação, levamos sorrisos e diversão”, relata a minastenista. Além de

Conheça um pouco mais sobre o Grupo Infantil do Programa Minas Tênis Solidário, na entrevista a seguir.

Minas Tênis Clube: Quais foram as suas motivações para desenvolver trabalhos voluntários?

Maria da Conceição Dutra: Desde criança, já desenvolvia trabalhos voluntários. Meu pai fazia parte do grupo de Vicentinos da igreja e sempre prestou serviços comunitários. Todo fim de semana ele me levava nas favelas para as ações solidárias e as crianças sempre me chamavam a atenção. Eu brincava com elas e dava um pouco de carinho. Meu pai ficava parecendo o Papai Noel, com um saco nas costas para distribuir os brinquedos e alimentos arrecadados e isso sempre foi uma referência para mim. Minha mãe também sempre me motivou. Nós participávamos de novenas, e no dia 26 de julho, que é o dia de Santa Ana, considerada a protetora dos doentes, íamos à Santa Casa visitar as pessoas internadas e eu sempre me voltava para a ala infantil. Além disso, na minha escola, os professores nos incentivavam a arrecadar alimentos e montar cestas básicas. Depois de prontas, organizávamos a entrega para as creches. Já participei, também, do grupo de voluntários do Lar Tereza de Jesus. Eles realizam um bingo beneficente duas vezes por ano e eu auxilio na venda dos ingressos. Desde 2019 sou líder do Grupo Infantil e estou adorando. Gosto de visitar creches, levar alimentos e, sobretudo, ajudar, em um ambiente alegre.

MTC: O Grupo Infantil desenvolve várias ações em prol das crianças atendidas por creches e associações. Houve alguma atividade realizada nesse período de pandemia?

MCD: Desde o início da pandemia, nosso grupo se mobilizou. Temos uma voluntária que é dentista, mas que tem a costura como uma distração e prazer. Ela deu a ideia de fazermos máscaras faciais para distribuirmos para algumas instituições atendidas pelo Programa Minas Tênis Solidário. Conseguimos doações de tecidos e elásticos e levamos para alguns pacientes internados no Hospital da Baleia, para as crianças atendidas pela Fundação Sara Albuquerque, moradores do Aglomerado Santa Lúcia e Centros de Saúde. A mãe de uma voluntária, que tem 93 anos, preencheu o tempo dela abençoando outras pessoas. Ela fez toucas de lã para entregarmos às crianças que fazem tratamento de câncer e que estão carecas, para aquecer a cabecinha deles nesse inverno. Doamos as toucas também para a Fundação Sara Albuquerque e para o Hospital da Baleia.

MTC: Desde que você se inscreveu no Programa Minas Tênis Solidário, quais foram as ações do Grupo Infantil que mais te emocionaram?

MCD: De todas as atividades que já desenvolvemos, a que mais me emocionou foi visitar uma creche que cuidava de bebês e ter a oportunidade de dar colo e atenção àquelas crianças que ali estavam. Foi muito satisfatório. Também fiquei muito emocionada em uma festa realizada em setembro do ano passado, na Fundação Sara Albuquerque, em comemoração ao mês de combate ao câncer infantil. As crianças estavam se divertindo muito e, apesar de todas as dificuldades daquelas pessoas, elas têm uma força e transmitem muita coisa bacana para nós. Nesse evento tive a oportunidade de conversar com um médico, que me disse que a alegria de viver e um ambiente de amor e cuidado favorece muito para que o resultado do tratamento seja mais efetivo.

MTC: Existe um planejamento de ações do Grupo para serem realizadas no futuro?

MCD: Alguns participantes do Grupo estão bem animados para desenvolver mais ações. Tenho percebido que as pessoas, de uma forma geral, estão mais solidárias nesse período de pandemia. Acredito que as pessoas se sensibilizaram mais e estão com vontade de se colocar a serviço dos mais vulneráveis. Temos uma voluntária que dá aulas para pessoas com deficiência visual e ela está bem animada a contribuir com essa habilidade. Além dela, temos a Roseli, que faz brinquedos pedagógicos e está muito disposta a fazer alguns para doar às creches e instituições cadastradas pelo Programa. Infelizmente, no momento, não estamos podendo desenvolver esse trabalho tão gostoso que é visitar e levar amor às crianças. Mais importante que levar alimentos e roupas é levar diversão, dar atenção e carinho àquelas pessoas.

MTC: Em sua opinião, qual é a importância de desenvolver ações solidárias voltadas para as crianças?

MCD:Para mim, as crianças são tudo de bom! Elas são o nosso futuro e se forem amadas e tiverem a assistência correta, além do acesso à educação, serão pessoas do bem, que poderão mudar a realidade delas e de suas famílias. O pouco que as crianças recebem já fica gravado no coraçãozinho delas.


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