Notícias

Outros

Fazer o Bem

Conheça um pouco da história de mulheres que fazem o bem

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em 8 março, estamos celebrando a data contando um pouco sobre o trabalho de instituições, e, especialmente, de mulheres que coordenam projetos em prol de apoiar e empoderar outras mulheres. As ações escolhidas são os projetos Romper, Avança Judô, Viva Down, e Banho de Amor.

Na semana passada, conhecemos a história da Jutay, a frente do Projeto Romper e da Casa Acolher para Mulheres, leia a matéria aqui. Nesta semana, vamos conversar com a coordenadora do Projeto Avança Judô, Cida Martins.

Mulheres que empoderam e lutam por espaço igualitários

Cida Martins, professora, possui uma grande história à frente do projeto social Avança Judô Minas Gerais. A iniciativa foi criada em 2006 pela Confederação Brasileira de Judô no Aeroporto de Confins, que abarcava quatro municípios em torno do Aeroporto. Cidinha, como é conhecida, foi convidada na época para conduzir crianças e adolescentes, e, por causa da sua paixão pelo esporte, passou a conduzir também o projeto. “Fui me envolvendo, buscando conhecimento (até hoje) e aprendendo a administrar, me tornei praticante do Judô e Auxiliar técnica do Professor. Começamos a colocar os alunos em Festivais e Torneios. Foi um início muito positivo”, conta ela.

Foto: Arquivo pessoalFoto: Arquivo pessoal

Em 2012, com o fim do apoio do aeroporto, o projeto tornou- se parceiro da Prefeitura de Vespasiano. Foi aí que Cidinha arregaçou as mangas e tomou as rédeas da instituição. “Em Vespasiano, busquei parcerias e criei a ASEJUVE, Associação Educacional de Judô, para dar suporte aos jovens que completaram idade máxima para sair do projeto. Assim, a iniciativa passou a oferecer aulas de Judô, uniforme, passeios, intercâmbios, viagens, suporte nos torneios e cursos de capacitação”, relata.

Segundo Cidinha, o Projeto tem uma boa visibilidade no estado e já chegou a 250 alunos em 2017. Ela aponta que a transformação por meio do esporte é o que move sua vida. "Acredito na educação e na força do esporte Judô, pois foi o que mudou a minha vida e a de muitas crianças e adolescentes”, afirma.

Apoiando a inserção de meninas no esporte, ela conta que não tem tempo para preconceitos dentro do tatami: "Mesmo com as situações de fragilidade, as meninas são resilientes, gostam muito do ambiente do Judô, tanto de treinar como de competir. No nosso projeto, a relação entre meninas e meninos é muito positiva. Procuro sempre ser transparente, verdadeira e tratá-las com igualdade”, relata.

E a professora venceu as batalhas e os preconceitos também contra si mesma: “Foi uma longa jornada, mas com a ajuda do Mestre e muito esforço, vencendo os preconceitos, em 2017 me tornei Faixa Preta”, relata orgulhosa.

Foto: Arquivo pessoalFoto: Arquivo pessoal

“O Avança Judô é um espaço onde meninas e meninos se reúnem, se sentem seguros, fazem amizade, trocam experiências próprias e têm a oportunidade de conhecer lugares e pessoas diferentes. Além de ter a oportunidade de atuar como atletas onde vencem obstáculos e grandes desafios”, ela afirma.

“Estou sempre ao lado das alunas, contando minha história, com paciência e muito amor. Acredito que estão se formando para viver com resistência e força”, encanta a coordenadora.

Siga as redes sociais oficiais do Minas:
Facebook: /minastenisclube
Instagram: @minastenisclube


Esse site armazena dados (como cookies), o que permite que determinadas funcionalidades (como análises e personalização) funcionem apropriadamente. Clique aqui e saiba mais!