Esporte

Experiência, Seleção e DNA minastenista: Maiara Basso inicia nova fase no Gerdau Minas

Ponteira volta ao Clube quase uma década após sua estreia na Superliga em busca da sua melhor versão

Uma velha conhecida da torcida minastenista está de volta à Rua da Bahia. A ponteira Maiara Basso carrega consigo o DNA minastenista e retorna ao Clube, aos 30 anos, para vestir novamente a camisa azul e branca que defendeu quase dez anos atrás, quando estreou na Superliga e se firmou na posição.

Natural de Palotina, município de pouco mais de 30 mil habitantes no Paraná, Basso começou a jogar vôlei de uma maneira raiz: na rua. Alguns anos depois, aos 13 anos, a então adolescente cresceu 17 centímetros e, a partir daí, passou a levar a modalidade mais a sério.

O destaque em campeonatos regionais fez com que deixasse a família aos 15 anos para jogar em Marechal Cândido Rondon (PR). Durante uma partida da Taça Paraná, considerada a maior competição de voleibol de base da América Latina, chamou a atenção dos técnicos das categorias de base do Minas e foi convidada a integrar as equipes do Clube.

Naquela época, Basso já era convocada para as seleções brasileiras de base, ainda atuando como central. A transição para a posição de ponteira aconteceu no Minas. Em 2017, ela passou a integrar a equipe adulta e fez sua estreia na Superliga Feminina.

“Foi muito importante minha passagem pelo Minas, pois ali, por volta de 2014, eu estava em um momento de transição do juvenil para o adulto, que é muito importante para o amadurecimento de uma atleta. Eu cheguei como central, atuei como levantadora e me colocaram de ponta. Me encontrei na posição”, contou.

Desde a primeira passagem pelo Minas, Basso defendeu outros clubes brasileiros e também teve experiências no voleibol alemão e francês. O desempenho ao longo da carreira a colocou no radar do técnico José Roberto Guimarães, e a ponteira chegou a defender o Barueri na temporada 2022/23, equipe em que o treinador da Seleção Brasileira atuava como gestor.

“Em onze anos, aprendi muita coisa. Vivi experiências internacionais, servi à Seleção Brasileira, passei por lesões e vivi o melhor e o pior do esporte. Sempre tentei e sigo tentando melhorar de alguma forma”, diz.

Por falar em Seleção Brasileira, a ponteira voltou a vestir a amarelinha após três anos longe da equipe nacional. Com a lesão da oposta Tainara, Basso foi chamada para a fase final da Liga das Nações (VNL), disputada na Polônia, e ajudou a equipe a conquistar a medalha de prata.

“Eu fiquei muito feliz quando fui chamada, pois estava com a Seleção B e não esperava subir. Ali é assim: você sempre tem que estar preparada para assumir a posição. Fiquei muito contente com a trajetória da equipe e com a medalha.”

No Gerdau Minas, Basso se junta a Hilary Johnson e Ana Rudiger na posição de ponteira. Quanto ao seu futuro no Clube, a “nova” Guerreira de Aço se mostra otimista e mantém a premissa de buscar sempre a sua melhor versão na temporada 2026/27. 

“Eu sei que tenho muito a evoluir. Venho de um pós-cirúrgico e ainda estou trabalhando para voltar 100% nos ataques e nos bloqueios, mas espero contribuir para o time com muita garra e dedicação, além de muitas vitórias e títulos”, disse a ponteira.

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As atletas do voleibol feminino do Minas são beneficiadas com recursos de projetos vinculados ao Comitê Brasileiro de Clubes. O fisioterapeuta Ricardo Carvalho participa do Projeto MINAS TÊNIS CLUBE – RECURSOS HUMANOS CICLO 2025/2028, Termo de Execução nº 35/2024, parceria Minas e Comitê Brasileiro de Clubes.