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Mônica Salmaso

A cantora paulistana dá aula de música e canto no Sarau MTC

Na noite dessa segunda-feira (5/10), a cantora paulistana Mônica Salmaso abriu o Sarau Minas Tênis Clube 2020, que, como reflexo da pandemia de Covid-19, tem formato on-line e programação de entrevistas com intérpretes de destaque da música brasileira. A live da entrevista foi transmitida no canal oficial do Minas Tênis Clube no YouTube (youtube.com/minastcoficial) e conta, atualmente, com cerca de 400 visualizações. Na animada conversa com a jornalista e apresentadora Christiane Antuña, Mônica explicou como ela entende o trabalho de interpretação musical, como escolhe o seu repertório e falou da sua visão do mercado da música atualmente. A entrevista pode ser conferida aqui.

 

 

Uma marca das lives do Centro Cultural Minas Tênis Clube (CCMTC) é a reprodução dos três sinais de início de espetáculo, e Mônica Salmaso já entrou na conversa observando esse diferencial. “É um prazer estar aqui. Obrigada pelo convite e só de ver esse teatro e ouvir os três sinais eu fiquei emocionada. Que saudades! Essa sala é muito linda, eu já cantei aí, é um equipamento cultural maravilhoso”, elogiou a cantora.

A primeira pergunta da entrevista abordou a diferença entre ser cantor e ser intérprete, e Mônica explicou três tipos de artistas do canto: um se preocupa com efeitos e possibilidades no canto; o outro cuida em trazer uma carga dramática na hora de cantar; e, na que ela diz que se enquadra, o artista se envolve com o texto e o oferece por meio da música. “Acho importante que uma pessoa que escolhe esse ofício faça esses exercícios de pensamento, que trazem a consciência de quem a gente é. E esses entendimentos sobre quem somos na música, com o que nos identificamos, ou não, vão somando na construção da nossa identidade artística”, explicou a cantora.

Mônica contou que demorou a descobrir que cantar era uma possibilidade de ofício. “Ser cantor era algo muito distante. Era como sonhar em ser jogador de futebol, uma coisa de sorte, de ser descoberto”, lembrou, acrescentando que o mercado da música mudou e que hoje ser cantor não está ligado a ser contratado por grandes empresas. “Mudou a forma de se ouvir música, os CDs acabaram, não precisa gravar um disco numa grande gravadora. Temos a Internet, que é um espaço que não há o controle da remuneração do artista, e isso terá de ser visto e revisto”, disse.

Sobre a escolha de repertório, Mônica destacou a importância de se ter cultura musical. “Eu não componho, tenho profunda admiração por quem compõe, mas o meu barato é descobrir um negócio. Eu acho lindo quando eu ouço uma música de outra época, outro tipo de vida, e essa canção se comunica comigo, reverbera em mim. Isso me emociona e é o que a arte faz”, explicou Mônica, observando que não gosta de coletânea, porque um disco precisa contar algo. “O disco tem que ter uma história, pode não ser linear, mas tem que falar alguma coisa. Tem que se pensar em que momento cada música deve entrar, são gráficos que a gente cria”, ressaltou.

Para Mônica, há músicas que nasceram definitivas, mas elas não têm culpa disso. “Beatriz [de Chico Buarque e Edu Lobo] nasceu definitiva na gravação do Milton [Nascimento]. Mas, nunca mais ela vai ser gravada, coitada? Então eu canto. Melhor que o Milton? Não. Eu tento cantar diferente do Milton? Também não. Eu canto com o Milton que mora dentro de mim. Feliz! Milton, vamos!”, constatou a cantora.

A próxima sessão do Sarau será no próximo dia 12, às 20h, quando o cantor, compositor e muiti-instrumentista Sérgio Pererê será entrevistado pela jornalista Christiane Antuña.

A entrevista com cantora e compositora Fabiana Cozza, no dia 19 de outubro, também às 20h, fecha a edição 2020 do Sarau Minas Tênis Clube.

Sarau Minas Tênis Clube 2020

Entrevistas ao vivo no canal youtube.com.br/ minastcoficial

Sérgio Pererê
Data: 12/10 (segunda-feira).
Horário: 20h.

Fabiana Cozza
Data: 19/10 (segunda-feira).
Horário: 20h.

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