Notícias

Cultura

Centenária

Exposição celebra os cem anos da artista mineira Maria Helena Andrés

A Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas abriga "Centenária”, exposição que celebra os cem anos da artista mineira Maria Helena Andrés, entre 5/11 e 5/2/23. Com 63 obras expostas entre pinturas, desenhos, aquarelas, colagens e esculturas, a mostra é uma síntese da trajetória de Maria Helena mostrando algumas peças de cada fase da artista e a exibição de um documentário realizado por Evandro Lemos e Danilo Vilaça que apresentará sua trajetória. Para a Maria Helena, “a arte é muito importante para pensarmos e vivermos o mundo”, diz. A entrada é franca e a Galeria de Arte funciona de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h. A exposição tem patrocínio máster do Instituto Unimed-BH, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A classificação é livre.

 

Maria Helena Andrés apresenta a mostra Centenária na Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas.  Foto: Elisa GuerraMaria Helena Andrés apresenta a mostra Centenária na Galeria de Arte do Centro Cultural Unimed-BH Minas. Foto: Elisa Guerra

A arte está na vida de Maria Helena Andrés desde seus 14 anos. Nascida em agosto de 1922, a artista, nos anos 1940 iniciou seus estudos em artes. “Depois iniciei os estudos de arte, seguindo a orientação de minha mestra no Colégio Sacre-Coeur de Marie, que aconselhou os meus pais a me colocar numa escola de arte”, lembra a artista. Maria Helena foi para o Rio de Janeiro e lá fez aulas particulares com o pintor Carlos Chambelland (1884 – 1950), considerado um hábil retratista. “Tão logo Guignard chegou em Belo Horizonte, em 1944, passei a frequentar a Escola Guignard que tinha uma orientação moderna. Guignard não dava receitas de pintura mas orientava o aluno a criar de acordo com a sua própria tendência”, relata a artista.

Mais que uma artista, Maria Helena sempre teve o cuidado de pensar a arte e entender como esta se faz. “Eu tenho necessidade de pensar como surge a arte e como ela se concretiza. Daí, publiquei o meu primeiro livro ‘Vivência e Arte’, em 1966”, contou a artista. O seu pensamento vai pelo caminho da religião, passando pelo cristianismo até às religiões orientais. “Naquela ocasião [1966], eu me interessava pelos livros dos pensadores cristãos como Jacques Maritain e Paul Claudel. Minhas reflexões sobre arte começaram com "Vivência e arte” e se desdobraram nos “Caminhos da Arte”, onde faço uma síntese planetária unindo Oriente e Ocidente, através de seus aspectos espirituais e culturais. Meus estudos, nos dois livros, têm um fundo espiritualista universal, integrando as diferentes tradições do planeta Terra”, explica.

 

Obra da artista que estará na Galeria de ArteObra da artista que estará na Galeria de Arte

A busca da espiritualidade na arte fez com que Maria Helena compreendesse as ideias inseridas em alguns movimentos artísticos. “O livro ‘Vivência e Arte’ é dividido em três partes: Reflexão sobre arte, Arte Moderna e Arte Sacra. Considero a arte moderna não só um rompimento com a tradição, mas um encontro com o espiritual. Essa espiritualidade vem permeando tudo por meio do contato com a natureza e o cosmos”, observa Maria Helena. A artista entende que a arte é uma forma de comunicação espiritual. “O ser humano tem a tendência para a espiritualidade e o artista visual se comunica de forma não verbal com a natureza. A partir daí ele cria a sua arte, através de cores, linhas e formas, transmitindo a sua espiritualidade cotidiana e cósmica”, diz.

 Sobre a exposição

A expografia foi  idealizada pelos curadores Marilia Andrés e Roberto Andrés, e realizada pela arquiteta Elena Andrés Valle. “Eles construíram cinco espaços interligados, cada um dedicado a uma ou mais fases, um local para projeção do filme “Maria Helena, arte e transcendência” e um ambiente  lúdico para realizar atividades educativas com as crianças”, relata a artista, que entende a necessidade de ter espaço para os pequenos em ambientes de arte. “Acho muito importante abrir um espaço para a criatividade das crianças  a partir da visita à exposição. Sempre me interessei pela arte e educação e admiro muito o trabalho de Herbert Read, um filósofo da arte que refletiu sobre a importância da arte na educação”, conclui.

"Receber a exposição ‘Maria Helena Andrés. Centenária’ é uma oportunidade de voltar o olhar para a história de Belo Horizonte e das diversas gerações de artistas e movimentos culturais que transitaram pela capital. Ao longo dos anos, o Minas contribuiu para a visibilidade dessa cena artística e agora orgulha-se muito de acolher essa mostra retrospectiva, celebrando os cem anos de Maria Helena Andrés", afirma André Rubião, diretor de Cultura do Minas Tênis Clube.

Sobre o Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentar a economia criativa, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$155 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, fundos do Idoso e da Infância e Adolescência, com o apoio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. No último ano, mais de 6,5 mil postos de trabalho foram gerados e 4,8 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Acesse www.institutounimedbh.com.br e saiba mais.

 

Serviço:

Maria Helena Andrés. Centenária

Data: 5 de novembro até 5 de fevereiro de 2023
Horário: terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h.
Entrada franca | Classificação: livre

 


Esse site armazena dados (como cookies), o que permite que determinadas funcionalidades (como análises e personalização) funcionem apropriadamente. Clique aqui e saiba mais!