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Reflexos

Mostra de fotos promovidas pela Aliança Francesa fica até 12/6 no Espaço Expositivo

O Espaço Expositivo do Centro Cultural Unimed-BH Minas recebe mostra conta com as obras de dois dos cinco fotógrafos selecionados na edição 2021 do concurso Prix Photo, promovido pela Aliança Francesa.  Entre os dias 12 de maio e 12 de junho, serão apresentadas 20 obras dos artistas José Roberto Bassul (Brasília, DF), vencedor do Prix Photo com a série “O sol só vem depois” e Luiz Baltar (Rio de Janeiro, RJ), com a série “ANOMIA / Urbs_ opsis”, que ganhou menção honrosa do júri oficial. O espaço fica aberto para visitação de segunda a sábado, das 8h às 20h, e domingos e feriados, das 8h às 19h. A classificação é livre.

Com o tema “Reflexos”, a edição do concurso Prix Photo realizada em 2021 recebeu um total de 680 inscrições. O vencedor e a menção honrosa foram escolhidos pelo júri formado por grandes profissionais da fotografia e da cultura, como Benoit Capponi, Erika Negrel, Erika Tambke, Eugênio Sávio, João Kúlcsar, Marina Alves, Nicolas Henry.

Sobre as séries selecionadas

“O sol vem depois”, de José Roberto Bassul

Com nome retirado da canção “A ordem natural das coisas” do rapper Emicida, a série “O sol só vem depois” expõe as injustiças do mundo sem deixar a poesia de lado. Produzidas, quase todas, durante a pandemia, as fotografias adotam um tom distópico. São imagens de elementos urbanos que evocam sonhos perdidos. Reflexos das circunstâncias em que, individual ou coletivamente, se enfrenta perdas, derrotas, frustrações, desencantos, medos. Foram utilizados recursos simples na própria câmera, como subexposição, desfoque ou aplicação de elementos físicos sobre a lente. Na edição, vinhetas e granulação foram acentuados e as tonalidades, divididas. Praças e parques abandonados, quadras de esporte sem uso, ruas vazias, moradas demolidas, caminhos escuros e incertos são permeados por certo lirismo, por réstias de luz. Como se as noites soubessem que o sol só vem depois...

 “ANOMIA / Urbs_opsis”, de Luiz Baltar

 

O projeto Anomia nasceu do questionamento trazido pelo filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno, e de um sentimento profundo de desânimo com o futuro. “O tecido do progresso é feito de sofrimento real, que não diminui na proporção do aumento dos meios para suprimi-lo", disse Adorno e o fotógrafo Luiz Baltar viu em ações atuais as reflexões do alemão, como por exemplo com o crime ambiental da mineradora Samarco, que devastou comunidades inteiras em Mariana, matando moradores e o Rio Doce na maior tragédia ecológica do país. As imagens produzidas por Baltar falam do excesso e acumulação, entre outros sintomas da vida dentro do sistema capitalista, no qual o consumo é estruturador de valores e define identidades. As paisagens construídas são como mostras de tecidos doentes. Cada imagem é como uma lâmina, a biopsia visual de um colapso.

Serviço

Exposição Prix Photo Aliança Francesa

Data: 12 de maio até 12 de junho de 2022
Horário:  segunda a sábado, das 8h às 20h, e domingos e feriados, das 8h às 19h.
Entrada franca | Classificação: livre.


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