A masterclass “O complô dos inocentes: cinema, infância, educação” será realizada no dia 1º/4, sábado, das 10h às 12h, na Sala I do Cinema do Centro Cultural Unimed-BH Minas. O professor, pesquisador, crítico musical e de cinema e produtor Bernardo Oliveira, debaterá com professores de escolas públicas, pesquisadores e estudantes de cinema e/ou pedagogia e pessoas interessadas sobre as representações usuais de crianças nas telas de cinema. A masterclass faz parte do Ciclo Supergasbras de Cinema e as inscrições são gratuitas, realizadas no site da Sympla, até o dia 26/3, domingo. A aula terá intérprete de libras.
Serão analisados 12 filmes a fim de entender as representações das crianças no cinema. Tais representações espelham direta e indiretamente as concepções científicas e as correntes pedagógicas relacionadas à educação e ao crescimento humano, seja do ponto de vista filosófico, seja do ponto de vista subjetivo (psicológico) e social (sociológico).
O cinema absorveu esses arquétipos de diversas formas, projetando não apenas a criança como corpo expressivo, mas também como significação de natureza social, cultural e política. A criança é representada sob o signo de uma imagem ambígua, associada ora à infantilidade, ora à possibilidade de uma coletividade ameaçadora. É por isso que algumas representações costumam oscilar entre a romantização da infância — o aspecto lúdico dos “anjinhos” ou o aspecto pitoresco das “pestinhas” — e os confrontos reais e imaginários provocados pela trama dos inocentes.
Títulos analisados:
– “Zero de Conduta” (1933), de Jean Vigo
– “Bom dia” (1959), de Yasujiro Ozu
– “Cidade dos Amaldiçoados” (1995), de John Carpenter
– “Fanny & Alexander” (1983), de Ingmar Bergman
– “As Boas Maneiras” (2017), de Juliana Rojas e Marcos Dutra
– ”En Rachâchant” (1982), de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub
– “Nada” (2017), de Gabriel Martins
– “O Mínimo Gesto” (1971), de Fernand Deligny
– “Friedrichshofer Kinderfilme” (1985-1987), de Therese Schulmeister & Otto Muehl
– “Trás-os-Montes” (1976), de Margarida Cordeiro e António Reis
– “A pequena vendedora de Sol” (1999), de Djibril Diop Mambéty
– “Onde fica a casa do meu amigo?” (1987), de Abbas Kiarostami
BIBLIOGRAFIA
– ARIÈS, PHILIPPE. História social da criança e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1981.
– BERGALA, A. A Hipótese-cinema. Rio de Janeiro: Booklink; CINEAD-LISE-FE/UFRJ, 2008.
– DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Trad. Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992.
– DELIGNY, Fernand. “A Câmera, Ferramenta Pedagógica”. In. DELIGNY, Fernand. Les vagabonds efficaces et autres récits. Paris: François Maspero, 1975. p.169-75. ________. “Camerar”. In Deligny, Fernand. Œuvres, éditions L’Arachnéen, Paris, 2007, p.1743.
– OLIVEIRA, Bernardo. O complô dos inocentes — notas irresponsáveis sobre a criança no cinema http://multiplotcinema.com.br/2020/07/o-complo-dos-inocentes-notas-irresponsaveis-sobre-a-crianca-no-cinema/
Serviço
Masterclass “O complô dos inocentes: cinema, infância, educação”
Data: 1º de abril de 2023, sábado.
Horário: das 10h às 12h
Local: Sala 1 do Cinema do Centro Cultural Unimed-BH Minas
Público – alvo: professores de escolas públicas, pesquisadores e estudantes de cinema e/ou pedagogia
Inscrições: gratuita no site da Sympla
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