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Fábrica de talentos

Formado na base do Minas, Gui Santos está inscrito no Draft da NBA 2021

Quando se fala em formação de atletas, o Minas Tênis Clube é referência nacional, mantendo essa tradição que começou com sua fundação, em 1937. Nesses 85 anos, inúmeros atletas saíram das equipes da base do Clube para brilhar nos pódios do Brasil e do mundo.  E a mais recente estrela é o ala-armador Gui Santos, 18 anos, um dos destaques do Minas Storm no Novo Basquete Brasil 2020/21 e que já foi convocado para a seleção brasileira adulta. O atleta brasiliense, que chegou ao Clube aos 15 anos, em 2018, acaba de ser inscrito no Draft da National Basketball Association (NBA), a maior e mais importante liga de basquete do mundo. Gui Santos é, assim, mais um exemplo da importância do trabalho realizado pelo Minas no desenvolvimento de novos talentos para o esporte brasileiro.

Jovem Gui Santos é um dos destaques do Minas, no NBB (Foto: Orlando Bento/MTC)Jovem Gui Santos é um dos destaques do Minas, no NBB (Foto: Orlando Bento/MTC)
Incluir o nome no Draft da NBA não é para qualquer um. Não basta apenas saber jogar. Antes, o jogador precisa provar que tem potencial para ser inscrito e isso depende muito de estrutura e de profissionais qualificados que vão lapidando o jovem talento do basquete. Depois de provar que é capaz e colocar o nome na lista, os jogadores ganham os holofotes norte-americanos e passam a ser observados pelos clubes que disputam a liga americana.

Com isso, a notícia é muito boa, mas, ao mesmo tempo, tem o seu lado “ruim”. É que, no final da temporada nos Estados Unidos é realizado o famoso “Daft”, evento em que os 30 times que disputam a NBA podem escolher os jogadores que estão na lista. Neste ano, o Draft da NBA, realizado em Chicago, será no dia 29 de julho. Dessa forma, Gui Santos pode ser “fisgado” por alguma franquia norte-americana e, na próxima temporada, deixar o Clube e se tornar o terceiro jogador formado na base minastenista a disputar a maior liga de basquete do planeta. O Minas já revelou para a NBA o armador Raulzinho, hoje no Washington Wizards, e o pivô Cristiano Felício, que atualmente defende o Chicago Bulls.

Segunda geração no Minas
A ligação de Gui Santos com o Minas começou em outra geração. Ele é filho do ex-jogador Deivisson Santos, que também foi formado no Minas e defendeu o Clube de 1998 a 2003. Naquela época, conforme explica o treinador principal da base do Minas, Flávio Davis Furtado, o pai de Gui Santos conheceu a estrutura e o trabalho sério desenvolvido pelas equipes multidisciplinares do Minas e, por isso, ele apostou que o Clube seria o lugar certo para o filho se tornar uma das estrelas do basquete brasileiro. “O Deivisson já conhecia o trabalho do Minas, que passa pela formação integral do atleta, não apenas na questão esportiva, mas também em seus valores para a vida e a parte acadêmica. O mais importante foi que o Deivisson acreditou que o Minas poderia desenvolver todo o potencial do Gui, baseado na ciência do esporte e na equipe multidisciplinar fantástica que temos no Clube, formada por psicólogos, nutricionistas, ortopedistas e médicos do esporte”, afirma o treinador.

Desde que chegou ao Minas, Gui Santos passou por várias categorias de base, disputou diversas competições e a Liga de Desenvolvimento do Basquete (LDB), competição nacional para jovens abaixo de 20 anos. Gui Santos disputou três jogos no NBB 2018/19, quatro na edição seguinte da competição e, nesta temporada, vem sendo um dos destaques da equipe Minas Storm, com média de 8,5 pontos, 5,7 rebotes, 1,7 assistências e 11,2 de eficiência. O jogador tem média de 22 minutos em quadra por jogo, neste NBB 2020/21. Também foi nesta temporada que Gui Santos se despontou no cenário nacional e registrou o recorde de pontuação em um jogo, com 22 pontos, na partida contra o Sesi Franca, em fevereiro.

Gui Santos apresenta bons números na atual temporada do NBB (Foto: Orlando Bento/MTC)Gui Santos apresenta bons números na atual temporada do NBB (Foto: Orlando Bento/MTC)
Formação integral
Flávio Davis Furtado explica que o trabalho desenvolvido no Clube, em parceria com a equipe multidisciplinar e os treinadores da base, com o apoio da Diretoria do Minas, visa a formação integral do jogador, o que, geralmente, não é feito fora do Brasil ou em outros grandes clubes. Para ele, isso acaba prejudicando o processo de amadurecimento e desenvolvimento do jovem jogador. “Aqui, a gente trabalha o atleta por completo. Gui Santos é um exemplo disso e está sendo desenvolvido nos últimos anos dentro de todas as suas potencialidades, não apenas é uma posição. O que acontece, em algumas vezes, é que o jogador sai do Minas e vai para um grande clube nos Estados Unidos ou na Europa e, muitos desses clubes, estão focados em ganhar títulos e não em desenvolver o potencial de um jogador. Se o Guilherme tivesse se antecipado e ido para fora antes, talvez, hoje, ele teria se desenvolvido em apenas uma posição. Aqui, no Minas, ele é um jogador curinga, que faz todas as posições, com grande característica defensiva e é um jogador versátil, que pode atuar em todas as posições e substituir qualquer outro jogador”, ressalta Flávio Davis.

E é o próprio Gui Santos que confirma os benefícios da sua preparação e desenvolvimento no Minas. “O Clube me deu tudo que eu precisava para evoluir, meu deu as melhores quadras, as melhores bolas. Se eu sentir alguma dor, eu tenho 10, 20 profissionais à disposição para me ajudar. Sou muito grato ao Clube e aos profissionais que trabalham aqui por tudo que eles já fizeram pela minha carreira, por tanto que me ajudaram e pela oportunidade que me deram de jogar e de ser efetivo na equipe principal. Sou muito grato pelo Minas, que é o responsável por tudo que tem acontecido em minha carreira”, afirma o jovem jogador.


Gui Santos comemora a boa fase e disse que está empolgado com a possibilidade de ser draftado e com a disputa os play-offs do NBB. “Essa possibilidade de chegar à NBA é um sonho para mim. Todo jogador, hoje, além de chegar à seleção, sonha em jogar a NBA, em chegar à maior liga de basquete do mundo. Estou muito feliz, muito otimista e trabalhando demais, não só para isso, mas também para os play-offs do NBB, que estão chegando. Quero agarrar essas oportunidades com unhas e dentes como eu sempre fiz em minha carreira e espero que a gente consiga chegar às primeiras posições”, projetou Gui Santos.

O que é o Draft da NBA?
A liga de basquete NBA é composta por 30 equipes, divididas em duas conferências, a leste e a oeste, com 15 times para cada lado. Após as disputas da fase classificatória, os oito melhores de cada conferência avançam para os play-offs eliminatórios e seguem até a disputa do título. Os 14 times que não se classificam têm prioridade na escolha dos jogadores do Draft. As escolhas são alternadas entre os times e cada equipe pode escolher um jogador que nunca tenha jogado a liga americana, ou seja, todos os jogadores são estreantes.

O Draft é dividido em duas rodadas com 30 escolhas. Assim, a cada rodada, um time tem uma escolha. Isso pode variar de acordo com as trocas do mercado, pois muitas vezes, os jogadores são trocados por escolhas no Draft.

Os 14 primeiros escolhidos são reservados para os 14 times que não se classificaram para os playoffs. A partir desse ponto, as escolhas se dão de acordo com a classificação do time na tabela, ou seja, o pior time que se classificou para os play-offs faz a 15ª escolha e assim por diante.

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