“Para mim, trabalhar aqui é também reencontrar a menina que corria por esses caminhos sem imaginar que, um dia, voltaria”

Lorena de Oliveira dos Reis

40 anos, psicóloga e consultora no RH do Minas

A primeira vez que retornei ao Minas Country depois de adulta, já como colaboradora, precisei de alguns minutos antes de sair do carro. Passei pelas árvores que sempre trouxeram conforto e senti a memória abrir caminhos. Ali estavam guardadas muitas das minhas lembranças de infância. Fiquei parada, lembrando de um tempo em que eu era feliz e sabia.

Quando tinha 10 anos, meus pais eram sócios do Country, e grande parte da minha infância e adolescência aconteceu ali. Era sagrado: quartas e sábados tínhamos esse compromisso. Fui crescendo naquele ambiente que se tornou parte da minha história.

Anos depois, quando o Minas adquiriu o Country, a minha vida também passava por mudanças. Meus pais se separaram, a cota foi vendida e aquela despedida trouxe uma tristeza. Ainda frequentei um pouco o Minas I e o Minas II, mas, com o tempo, a rotina seguiu outros caminhos.

Anos depois, quando procurei uma nova oportunidade profissional, enviei meu currículo sem imaginar o que viria pela frente. Hoje, há um ano e três meses, faço parte desse time como uma dos Feras. Fui abraçada, especialmente pela equipe de RH, que constrói relações próximas e humanas. Isso faz com que a gente se sinta pertencente desde o início. 

O Minas é uma instituição relevante para a sociedade, não apenas no âmbito esportivo, mas também no social e cultural. Além disso, tem um papel muito importante no desenvolvimento de grandes projetos e iniciativas que fortalecem os valores que o Clube possui, entre eles a disciplina.

Ao completar 90 anos, desejo que o Clube continue crescendo e fortalecendo esse legado. Que siga transformando vidas, revelando talentos e promovendo saúde e bem-estar. E que continue valorizando os Feras, que são parte essencial dessa história.

Para mim, trabalhar aqui é também reencontrar a menina que corria por esses caminhos sem imaginar que, um dia, voltaria  — desta vez, como parte viva dessa história.