“Até onde cada atleta pode chegar ninguém sabe, mas aqui sempre haverá oportunidade”
Fernanda Barbosa Ferreira
37 anos, profissional de educação física e treinadora
Quando joguei minha primeira competição de tênis, ainda muito jovem, vi algo que me marcou profundamente. Havia uma equipe organizada, vestindo o mesmo uniforme e demonstrando confiança. Naquele momento, soube que queria fazer parte daquele time. Em 1999, fiz o teste para o Minas Tênis Clube. Passei. Meus pais compraram a cota e ali começou o meu caminho no esporte.
Entre 1999 e 2007, vivi intensamente a vida de atleta. Disputei competições estaduais, nacionais e internacionais e conquistei mais de 70 títulos. Cada viagem, cada partida e cada vitória foram capítulos de uma formação que ia muito além do placar. Aos 18 anos, passei no vestibular para Educação Física, mas queria seguir jogando profissionalmente. Meus treinadores, Henrique e Neneco, me ajudaram a encontrar um caminho. Passei a estudar à noite para continuar treinando durante o dia. Pouco tempo depois, surgiu o convite para ser auxiliar técnica. Aceitei. Treinava pela manhã, trabalhava à tarde e estudava à noite.
Já no fim da faculdade, um dos treinadores deixou a equipe. Foi quando a vida deu outra virada. Tornei-me treinadora e continuo assim até hoje. O Minas se tornou minha primeira casa. É onde passo a maior parte do meu tempo e onde aprendi que, quando trabalhamos com aquilo que amamos, tudo ganha leveza. A competição corre nas minhas veias e não consigo me imaginar longe dela.
Hoje sou mãe de um menino de um ano e oito meses, e meu maior desejo é que ele também possa viver o que vivi aqui dentro. Até onde cada atleta pode chegar ninguém sabe, mas aqui sempre haverá oportunidade, estrutura e pessoas dispostas a acreditar.
Uma das coisas que mais me impressiona no Minas é a tranquilidade que ele oferece às famílias. Os pais podem deixar os filhos na porta e saber que, lá dentro, eles terão esporte, acompanhamento escolar, convivência e cuidado.
Talvez seja por tudo isso que quem passa pelo Minas raramente quer ir embora. Porque aqui não se constrói apenas esporte, constrói-se vida.