“Não é comum encontrar um lugar onde todas as fases da vida convivam com tanta harmonia. O Minas consegue ser esse espaço raro”

Fernanda Garcya

45 anos, cantora e jornalista

Todas vestidas de rosa, reunidas por uma causa maior. Do palco, eu cantava e sentia a emoção subir pela voz, junto com a energia daquele dia. Era outubro, mês de conscientização sobre o câncer de mama, e o Minas Tênis Clube promovia um evento para arrecadar recursos e espalhar informação. Em determinado momento, desci do palco, cantei e dancei com aquelas mulheres. Foi impossível não me emocionar, como cantora e como mulher. Aquele encontro foi inesquecível para mim. 

Mas a minha história com o Minas começou muito antes desse dia. Desde criança, eu via minha mãe e meus avós com a carteirinha de sócios. Anos depois, quando me casei, uma das primeiras decisões que tomamos foi comprar nossa própria cota. 

Nos apaixonamos especialmente pelo Minas Náutico. Gostávamos tanto de estar ali que acabamos comprando uma casa na região. O Minas, de certa forma, guiou esse caminho, influenciando diretamente essa decisão. 

Moramos algum tempo na Austrália e, há cerca de dois anos, voltamos para o Brasil. Queremos retomar esse vínculo com o Minas quando nos aposentarmos, para viver a fase do Cabeça de Prata. 

Penso no Clube como um ciclo bonito da vida, em que todas as idades são acolhidas: crianças descobrindo o esporte, jovens vivendo amizades, adultos celebrando encontros, famílias construindo memórias. Vejo meus sobrinhos, filhos de primos e tantas outras gerações encontrando ali um segundo lar.

Não é comum encontrar um lugar onde todas as fases da vida convivam com tanta harmonia. O Minas consegue ser esse espaço raro, onde todas as idades são representadas.

Nos 90 anos do Clube, desejo que venham muitos outros 90. Que ele continue sendo esse lugar onde nos sentimos em casa. E, quem sabe, que venham também novos convites para cantar, porque viver aquele momento foi tão bonito que eu certamente aceitaria repetir a dose!