“Que o Clube se torne, a cada ano, mais familiar, mais acolhedor e mais aberto às diferenças que enriquecem a vida em comum”

Bruna Lima Costa Zuquim Nunan

32 anos, fisioterapeuta osteopata e sócia

Uma das coisas que mais me marcam no Minas Tênis Clube são as pessoas que trabalham aqui. É por meio dessa turma que percebemos como o Clube se transforma em comunidade, não só para os sócios, mas também para quem dedica a ele seus dias. A portaria e os seguranças ainda se lembram do meu nome e reconhecem a minha história, assim como eu reconheço a deles. Há um carisma nesses encontros, uma delicadeza que revela a excelência de quem cuida do nosso cotidiano.

Sou sócia desde que nasci. Meus pais sempre foram esportistas: meu pai, atleta do vôlei; minha mãe se apaixonou pela peteca e depois pelo tênis; minha irmã encontrava no futebol a própria alegria. Sempre tive um contato íntimo com o esporte e, ainda pequena, minha mãe me colocou no curso básico do Minas. Minhas primeiras memórias têm cheiro de piscina e som de gincanas. Até hoje mantenho contato com algumas das minhas antigas professoras, que me abriram as portas para descobrir as atividades físicas e, pouco a pouco, a mim mesma.

Para Minas Gerais, o Minas é referência, uma grande cidade dentro da cidade, feita de muitas comunidades. Apesar de ser um Clube elitista, ele nos permite vivenciar o alto nível do esporte mineiro, os treinamentos, a cultura de saúde e disciplina. Para uma criança, isso é uma semente rara: crescer cercada de exemplos, de trabalho em equipe, de corpos e mentes em movimento.

Percorri minha vida inteira por esses corredores. Passei pela natação, fui para a escolinha de tênis, construí amizades. Nunca busquei performance; sempre busquei o prazer de praticar. Desde os 15 anos, faço academia no Minas e mantenho um pequeno ritual: nadar às quartas-feiras. Estar aqui faz parte da minha respiração diária. Na adolescência, era o meu ponto de encontro com os colegas da escola.

Agora, aos 90 anos dessa minha segunda casa, desejo que cada vez mais crianças cresçam nesse cenário esportivo, com acesso, incentivo e pertencimento. Que as comunidades do Minas, como o Cabeça de Prata, sigam em movimento. Que o Clube se torne, a cada ano, mais familiar, mais acolhedor e mais aberto às diferenças que enriquecem a vida em comum.