“Pais, filhos e avós compartilham o mesmo espaço, constroem memórias e fortalecem laços. É uma instituição que impacta não apenas o corpo, mas também o caráter.”
Joyce Menezes e Silva
42 anos, médica neurologista e sócia
Era a estreia do toboágua no Minas I. Havia uma empolgação coletiva: fila, ansiedade, frio na barriga antes da descida e risadas depois. Era uma felicidade simples, genuína e compartilhada. Aquela sensação de liberdade e alegria é uma das memórias mais marcantes gravadas em mim, como a lembrança de uma infância protegida, leve e feliz.
A minha história com o Minas começou quando eu era criança e, na verdade, sinto que ela cresceu junto comigo. Eu não apenas frequentava o Minas; eu vivia o Minas. O Clube fazia parte da minha rotina, das minhas férias, dos meus fins de semana, das minhas amizades e da minha formação como pessoa.
Cresci entre piscinas, quadras e corredores cheios de vida. Fiz inúmeros esportes, experimentei modalidades diferentes, participei de aulas, campeonatos e atividades. Mas a natação sempre foi o meu grande amor. Havia algo muito especial na sensação de entrar na água, no silêncio submerso, na disciplina dos treinos. A natação me ensinou constância, foco, superação e respeito aos próprios limites — lições que, mais tarde, levei comigo para a medicina.
O Minas foi um espaço onde aprendi responsabilidade, convivência, amizade e dedicação. Ele moldou valores que carrego até hoje. E essas memórias têm um valor imenso porque representam pertencimento. O Minas sempre foi um lugar onde eu me senti em casa.
Ao longo de 90 anos, o Clube formou atletas de alto rendimento, mas, principalmente, formou pessoas. O esporte ensina disciplina, resiliência, constância, trabalho em equipe e respeito. Ensina a ganhar e a perder. Tudo isso ultrapassa as quadras e as piscinas e nos acompanha por toda a vida.
Pais, filhos e avós compartilham o mesmo espaço, constroem memórias e fortalecem laços. É uma instituição que impacta não apenas o corpo, mas também o caráter.
Desejo que o Minas continue sendo esse espaço de formação humana, excelência e pertencimento. Que continue revelando atletas, mas, sobretudo, revelando cidadãos íntegros. Que outras crianças possam viver a mesma alegria que eu vivi — correr pelas áreas do Clube, mergulhar nas piscinas, esperar na fila do toboágua com o coração acelerado. E que, daqui a muitos anos, também possam olhar para trás e dizer: “Eu cresci aqui. O Minas faz parte de quem eu sou.”