“O Minas é um lugar que, mineiramente, ensina coisas boas todo dia.”

Eduardo Campelo

52 anos, advogado e sócio

Minha história com o Minas Tênis Clube começou no fim da infância e início da adolescência. E, como quase tudo o que é bom, começou por causa do meu pai (saudoso), Eduardo Antônio Pinto Campelo. Ele tinha uma turma intensa de peteca e fazia das noites de quarta-feira, no Restaurante do Minas, um compromisso sagrado. Morávamos na Pampulha e, quando nos mudamos para o Sion, trocamos de clube. A partir daí, pronto: o Minas virou nossa segunda casa e, em muitos dias, a primeira.

Aos 12 anos, eu me encantei pelo tênis. Via os adultos jogando, lembrava do meu pai batendo bola em Brasília e pensei: “é isso que eu quero para a vida”. Pedi aulas, mas não consegui vaga no Minas naquele momento. Então comecei a treinar com a Aldinha, perto do Colégio Loyola. Mesmo assim, eu já queria pertencer àquelas quadras. Na adolescência, confesso: virei “dependente químico” do Clube — um vício do bem. O Minas era onde tudo acontecia.

Não tenho um episódio único, mas tenho fases que carrego com carinho: a adolescência e a Sexta Jovem; os momentos de tênis em família — minha esposa e meus filhos também jogam —; e, até hoje, o ritual dos sábados de manhã com minha turma. O nome já entrega tudo: “Viciados no Tênis”. Eu assumo sem vergonha. Mais do que partidas, são encontros e amizades que me honram e me fazem feliz.

Para a sociedade, eu o vejo como muito mais do que esporte: é convivência, valores, saúde, cultura e encontro entre gerações. O Minas é um lugar que, mineiramente, ensina coisas boas todos os dias.

Para estes 90 anos, desejo que siga se renovando sem perder a alma, formando atletas, amigos e histórias, e continuando a ser casa para tanta gente por muitos e muitos anos.