“Muitos me chamam de tio Rodrigo até hoje. E esse carinho de sócios e colegas é o que me faz sentir que o Clube pode contar comigo, e eu também posso contar com ele”
Rodrigo Morais Moreira
45 anos, atendente de Portaria do Minas 1
Era uma manhã de 2007 quando a sócia Ana Luísa Capanema chegou à portaria da Rua Antônio de Albuquerque, do Minas I, com o coração acelerado. Estava aflita, procurando notícias da filha de 11 anos, que não atendia ao telefone. Eu vi, na hora, o tamanho daquela angústia e me prontifiquei a ajudar.
Conferi o acesso e vi que a Mariana estava dentro do Clube. Acalmei a mãe com a certeza de que, no Minas, menor de 12 anos não sai sem autorização dos pais. O alívio dela foi imediato. Dias depois, ela me encontrou novamente, perguntei sobre a filha, e ela agradeceu pela atenção e por eu ter lembrado,e pediu meu nome para registrar um elogio à minha chefia.
Pouco tempo depois, meu gerente na época, Paulo Henrique, me chamou. Havia mesmo um reconhecimento: Ana Luísa disse que o Minas estava de parabéns por ter profissionais assim, e que minha cortesia, paixão e clareza no atendimento deveriam ser exemplo. Saiu até no jornalzinho do Clube, com minha foto. Fiquei muito feliz!
Trabalho no Minas há 25 anos, e essa história me lembra por que tenho tanto orgulho de estar aqui. Comecei no Minas II, na lanchonete, na Operação Verão, trabalhando aos sábados, domingos e feriados. Em pouco tempo, fui aprendendo, me dedicando e agarrando as oportunidades. Passei pelo Toboágua, depois cheguei ao Minas I. Vivi oito anos como apoio social, participei de casamentos, formaturas, réveillons, shows e tantos eventos que viraram memória na vida de outras pessoas.
Para chegar à portaria, enfrentei quatro processos seletivos. Não foi fácil, mas eu não deixei a peteca cair. Quando não dava certo, eu levantava a cabeça e voltava melhor. E hoje, há mais de dez anos, sigo aqui, com a alegria de servir.
O Minas é uma cidade. Vi crianças crescerem, ajudei mães com carrinho de bebê, peguei pequenos no colo. Muitos me chamam de tio Rodrigo até hoje. E esse carinho de sócios e colegas é o que me faz sentir que o Clube pode contar comigo, e eu também posso contar com ele.
Aos 90 anos, vejo o Minas como um exemplo de gestão, de educação, de cultura, de esporte e de humanidade. E o que eu desejo é simples e gigante ao mesmo tempo: que o Clube siga forte por muitos e muitos anos, e que eu continue aqui, com alegria, comprometimento e essa paixão por servir que nunca saiu de mim.