“Já me emocionei muitas vezes com relato de pessoas que se aproximam de um século de vida e carregam o Minas como um companheiro de jornada”

Luciane Evans

42 anos, jornalista

Dizem que, para conhecer de verdade um lugar, é preciso ouvir o que dizem sobre ele. Foi assim que, a partir de 2024, passei a me encantar pelo Minas Tênis Clube. Pelas vozes de sócios, colaboradores, parceiros e admiradores, fui descobrindo um Clube repleto de histórias, algumas leves e divertidas, outras emocionantes, nostálgicas, marcadas por conquistas e superações. E assim, aprendi a admirar ainda mais o Minas por todas essas emoções que ele abraça.

Sou jornalista e, naquele ano, me tornei freelancer do site especial de 90 anos. Um trabalho de escuta atenta e escrita sensível. Cada relato que recebo carrega identidade, afeto, saudade, orgulho e a alegria de ser compartilhado. Há uma beleza rara em ouvir alguém revisitar, com detalhes, uma memória de 60 anos atrás, em perceber o valor que um colaborador encontra na própria trajetória ou na emoção de quem reconhece no Clube um espaço fundamental na formação ética e humana dos filhos.

Com o tempo, fui compreendendo o quanto o Minas está na infância, na juventude, na vida adulta e na velhice de quem o vê como um presente da vida. Nessa troca com quem compartilha comigo vivências sobre o Clube, nomes como o professor Macedo e Pacífico Mascarenhas colorem as memórias coletivas que atravessam gerações, junto de valores que ampliaram o meu olhar sobre o mundo.

Já me emocionei muitas vezes com pessoas que se aproximam de um século de vida e carregam o Minas como um companheiro de jornada. Ou com relatos de filhos que ainda encontram, pelos corredores, a presença dos pais na memória viva que o Clube preserva.

Viver esse universo por meio do meu trabalho é um privilégio. Sou profundamente grata a Thiago Rangel e Juliana Araújo pelas portas abertas e pela confiança.  O Minas é uma joia de Belo Horizonte, e contar essas histórias é, também, uma forma de vivê-las. Passei a frequentar mais o teatro, o cinema, as exposições e o restaurante. O Clube passou a habitar em mim, como já habita em tantos outros corações. Que seja eterno!