“Desejo ao Minas mais 90, 100, 110 anos, seguindo fiel à sua essência de cuidar do que a sociedade tem de mais valioso: as pessoas”

Cirlane de Souza

44 anos, analista financeira e colaboradora do Minas

Eu me encantei pelo Minas Tênis Clube em um dos momentos mais delicados da vida da minha família. Minha sobrinha Laura tinha 7 anos quando foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda (LLA). A mãe dela, minha irmã Eliete, é colaboradora do Clube, e o plano de saúde do Minas se tornou essencial para que o tratamento fosse possível.

Naquele período, deixei o trabalho para cuidar da Laura, enquanto minha irmã precisava seguir firme no emprego, sustentando a esperança que nos mantinha de pé.

Em meio ao medo e à exaustão, o Minas se fez presente. Lembro-me com carinho do dia em que duas profissionais do departamento de Recursos Humanos (RH), Fernanda e Júlia, foram até o hospital visitar a Laura e levar o aviso de férias para minha irmã assinar. Não levaram apenas um documento para assinatura, mas respeito, empatia e humanidade.

Minha irmã, passando por um momento dificílimo, não precisou ir ao Minas nem mesmo para assinar o aviso de férias. Além disso, contou com apoio, flexibilidade e compreensão quando precisava sair para tratar de alguma urgência relacionada ao tratamento da filha, sem nenhuma burocracia. Ali, compreendi que a grandeza de uma instituição se revela nesses gestos.

O tempo passou, e Laura se curou. Hoje, ela também trabalha no Minas e é mãe de uma linda bebê. Eu, que havia aprendido a admirar o Clube de fora, fui acolhida por ele. Há 13 anos, cheguei para cobrir uma licença-maternidade e fiquei. Estava afastada do mercado havia um ano por causa do tratamento da Laura, e foi Katiane, do Departamento de Atendimento, quem me deu essa oportunidade. Minha graduação, meu recomeço e muito do que sou devo ao Minas e às pessoas que encontrei aqui.

Vejo o Clube como um futuro limpo para a sociedade. Aqui, estamos pautados no que há de melhor. Pode parecer clichê, mas, sem educação e esporte, estaremos fadados ao fracasso. Desejo ao Minas mais 90, 100, 110 anos, seguindo fiel à sua essência de cuidar do que a sociedade tem de mais valioso: as pessoas.