“As conquistas não ficaram só no tatame: o Minas me deu culturas, amizades, crescimento”
Ketleyn Líma Quadros Pombo
38 anos, atleta e graduada em Educação Física e Empreendedorismo e Gestão
A minha história com o Minas Tênis Clube marca a virada da minha vida para melhor. Vim de Brasília no final de 2005, ao lado da minha melhor amiga, Erika Miranda. Cruzamos as portas do Minas Tênis Clube para um teste e, naquele momento, algo dentro de mim reconheceu o lugar que eu procurava: um clube que me permitisse estudar e, ao mesmo tempo, viver o que mais amo. O Minas foi essa esperança concreta, em um tempo em que Brasília ainda não tinha estrutura de alto rendimento para o judô.
Fui acolhida por Minas Gerais, recebi estrutura, cuidado e um olhar atento para além do tatame. O acompanhamento psicológico, ainda pouco compreendido no esporte naquela época, foi decisivo. E a psicóloga Regina fez toda a diferença para isso. Vieram também a nutrição, a preparação física e o amparo completo. Cada detalhe construía a atleta e a pessoa que eu me tornaria.
Os resultados vieram e, com eles, a história. Tornei-me a primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica em esporte individual na história do Brasil. Ao lado do sensei Floriano, quem carrego com carinho no coração, construímos essa conquista juntos. Foram 11 anos de parceria que também renderam títulos na Universíade, no Pan-americano e no Sul-americano.
Mas as conquistas não ficaram só no tatame: o Minas me deu culturas, amizades, crescimento. Tive a oportunidade de morar em uma república, de estudar e me desenvolver; tudo isso, rodeada de pessoas que sonham a mesma coisa que eu. E, o mais especial, foi aqui que conheci o Alex Pombo, hoje meu marido. Ele é de São Paulo; eu, de Brasília. E, sem o Clube, talvez nossos caminhos jamais se cruzassem.
O Minas tem esse poder de transformar trajetórias, unir pessoas e criar identidades. Que nos próximos anos continue sendo esse lugar que acolhe, potencializa e faz brilhar. Que siga sendo referência. Que brilhe cada vez mais!