“Aqui aprendemos a ganhar e a perder, a respeitar as diferenças, a criar amizades e a compartilhar a vida.”
Adriana Vasconcelos de Oliveira
64 anos, empresária
Enquanto meu avô construía a casa da nossa família, na rua Fernandes Tourinho, o Minas Tênis Clube também erguia seus primeiros pilares. Minha mãe, Cecília Beatriz, hoje com 89 anos, cresceu praticamente dentro do Minas. Ela e minha tia chegaram a ser garotas-propaganda do Clube e, durante muitos anos, a foto das duas, ainda crianças, de maiô sobre uma bicicleta, ficou exposta abaixo do relógio do Minas I. Cresci passando por aquela imagem e ouvindo as pessoas dizerem: “Olha a sua mãe ali”, o que me fazia sentir ainda mais em casa.
Cresci entre essas piscinas e quadras. Fui aluna do “Seu Macedo” e vivi intensamente tudo o que o Minas podia me oferecer. Aos 14 anos, conheci, no Clube, meu marido, Elói Oliveira, então atleta da seleção brasileira de vôlei. Ele me viu passar debaixo daquele mesmo relógio e disse aos amigos que um dia se casaria comigo. Casou. Construímos uma família com três filhos e, hoje, nove netos.
A história da minha vida passa pelo Minas e, por isso, tenho tanto carinho por tudo o que existe aqui. Em um tempo em que a maioria das casas e apartamentos já conta com piscina e quadra, o maior patrimônio do Clube continua sendo o encontro, a convivência e as relações humanas. Aqui aprendemos a ganhar e a perder, a respeitar as diferenças, a criar amizades e a compartilhar a vida. Em uma época em que tantos vivem cada vez mais isolados, essa convivência é uma preciosidade.
Hoje, olho para trás e percebo o quanto o Minas foi fundamental para a minha formação como pessoa. O tempo, senhor da história, nos ensina a reconhecer o valor daquilo que, quando somos jovens, parece tão comum. O Clube reúne pessoas de diferentes histórias, gerações e realidades e nos mostra que é justamente nessa convivência que crescemos.
Vejo isso com a chegada do Serra Del Rey, que representa uma unidade capaz de equilibrar modernidade e acolhimento. Espero que os novos projetos preservem essa sabedoria e façam com que os sócios saiam de casa para viver encontros, respirar a natureza, criar memórias e serem recebidos por colaboradores sempre tão preparados e gentis. Que as próximas gerações descubram que a vida se torna mais bonita quando é compartilhada.