“Ao investir nesses espaços, o Clube ajuda a contar a história de Minas Gerais e também a projetar o seu futuro.”
Eliane Parreiras
50 anos, diretora executiva da Associação Cine Theatro Brasil
Tenho uma relação profundamente afetiva com os espaços culturais. Sempre os enxerguei como territórios de convivência, lugares onde a memória encontra abrigo e a vida acontece. Por isso, na inauguração do Centro Cultural Unimed-BH Minas, em 2013, fui tomada pela emoção. Primeiro, veio a admiração de quem conhece os desafios de erguer um espaço como aquele. Como gestora cultural, sabia o tamanho do gesto que existia ali. Depois, veio o orgulho de cidadã ao perceber que Belo Horizonte ganhou mais um equipamento cultural vivo, relevante e necessário.
Talvez esses sentimentos traduzam bem a minha relação com o Minas. Uma história que começou ainda na infância, quando eu frequentava o Clube como sócia. Sou da geração que cresceu acompanhando o vôlei das décadas de 1980 e 1990, vendo o Minas como um espaço de encontro, convivência e presença afetiva na vida da cidade.
Anos depois, já adulta, tive a oportunidade de participar, ainda que de maneira transversal, da construção do Centro Cultural do Minas. Em 2009, acompanhei discussões sobre o extraordinário projeto concebido por Paulo Pederneiras, Fernando Maculan, Pedro Pederneiras e outros talentos. Ofereci estímulo e apoio. Mais tarde, como secretária de Estado de Cultura, essa relação se fortaleceu ainda mais. Havia um esforço coletivo de valorização da cultura em Minas, e ver nascerem a galeria, o centro de memória, a biblioteca, o teatro e o cinema foi algo especialmente marcante. Foi bonito perceber o Clube ampliando seu papel na preservação da história e na formação cultural.
Mais recentemente, celebramos também a parceria em torno da Casa Rosada, quando eu estava como secretária de Cultura de BH. Foi um processo construído com diálogo, respeito e visão compartilhada. Uma parceria público-privada que reafirma o compromisso do Minas com a memória e com a identidade cultural da cidade.
O Minas compreende que cultura não é ornamento. Cultura é formação humana, reflexão crítica e qualidade de vida. Ao investir nesses espaços, o Clube ajuda a contar a história de Minas Gerais e também a projetar o seu futuro. Tenho profunda admiração por essa trajetória e desejo que o Minas continue sendo esse lugar onde memória, arte e cidade seguem caminhando juntas. Parabéns, Minas!