“Quem trabalha no Clube é reconhecido nacionalmente como um profissional de excelência, alguém que alcançou um patamar muito alto, porque representa a maior instituição esportiva do país”
Rodrigo Guimarães Lima (Perdigão)
52 anos, técnico principal do futsal do Minas
Quando cheguei ao Minas, em 1997, disputar a Taça Brasil já era uma conquista enorme, porque era preciso ser campeão estadual para chegar à competição. Hoje, quase três décadas depois, temos dez títulos da Taça Brasil e entramos em quadra como os favoritos. Ver essa trajetória acontecer me enche de orgulho. É a prova de que o futsal cresceu, de que sementes plantadas por profissionais, como Taveira e Palhinha, floresceram em gerações inteiras.
Vim muito jovem para o Minas. Cheguei para ser auxiliar da equipe profissional de futsal e dirigir a categoria Sub-20. E eu era um jovem treinador quando fui convidado pelo Palhinha. Havia conquistado alguns campeonatos muito importantes, e o Clube enxergou em mim algum potencial. Lembro-me do telefonema do Palhinha que mudou a minha vida.
Trabalhar no Minas é e sempre será motivo de orgulho e reconhecimento. Quem trabalha no Clube é reconhecido nacionalmente como um profissional de excelência, alguém que alcançou um patamar muito alto, porque representa a maior instituição esportiva do país.
Nesses 28 anos, tornei-me o primeiro treinador revelado dentro do próprio Clube, alguém que começou na base e chegou ao profissional. O Minas não forma apenas atletas; forma também treinadores. Ao visitar o Museu, sinto um orgulho profundo ao ver que participei de tantas conquistas do futsal. Lembro-me de cada uma delas, das finais, do suor, da entrega.
Em 2025, por exemplo, Francisco Mantovani, atleta da nossa base, foi aprovado em Medicina. No ano anterior, havia sido o jogador que mais vestiu a camisa. Alexandre Moraes, o Pintinho, começou conosco e hoje, aos 40 anos, segue brilhando. Foi destaque da temporada e continua defendendo nossas cores. Histórias assim mostram que o esporte educa para além das quadras.
O Minas é gigante para a sociedade. Ele forma cidadãos que transformam Belo Horizonte, Minas e o país: médicos, advogados, professores, administradores; todos com uma base sólida que o esporte do Clube lhes proporcionou.
Em tempos de tecnologia e inteligência artificial, desejo ao Clube muitos anos de presença verdadeira. Que continue oferecendo cuidado, olhar atento e fraternidade. O Minas é excelência porque entende que, antes de qualquer troféu, o que sustenta sua história são as relações humanas, o trato e o tato com as pessoas.