“Pelo esporte, as crianças aprendem a lidar com derrotas, a respeitar treinadores e adversários, a viajar sozinhas, a descobrir que só por meio da disciplina se atingem os resultados desejados”

Patrícia Axer Vieira Batista

57 anos, nutricionista

Era supervisora do vôlei feminino quando, em 2013, vivi um dos momentos mais marcantes da Copa Minas. O Flamengo era um dos convidados e, entre as jogadoras, estava Sasha, filha da Xuxa. A presença dela despertou situações inusitadas e muita curiosidade. Todos queriam vê-la em quadra. Havia tensão, alegria, surpresa. E então, a Xuxa chegou, assistiu aos jogos, participou da premiação e foi de uma simpatia ímpar com atletas, pais, sócios e torcida. Um dia inesquecível.

O Minas sempre foi feito desses instantes, grandes ou pequenos, que transformam trajetórias. A minha história com o Clube começou em 1983. Eu tinha 15 anos, jogava vôlei em Brasília e vim para o Minas a convite de Silvério Lage. Foram cinco anos vestindo a camisa, subindo das categorias de base até chegar à equipe adulta. Depois, dediquei-me aos estudos, formei-me em Educação Física na UFMG e retornei ao Clube em 2000 como treinadora das categorias de base. Nesse mesmo ano, tornei-me associada. Aqui, criei meus filhos. João, o mais velho, encontrou no basquete sua paixão; Gabriel seguiu meus passos no vôlei. Em 2017, encerrei minha carreira profissional no Minas para me dedicar à Nutrição, mas nunca deixei o Clube. Entrei para a equipe amadora de triatlo e sigo competindo até hoje.

O Minas forma pessoas. Pelo esporte, as crianças aprendem a lidar com derrotas, a respeitar treinadores e adversários, a viajar sozinhas, a descobrir que só por meio da disciplina se atingem os resultados desejados. Tornam-se cidadãos mais preparados para impactar positivamente a nossa sociedade. Desejo que o Minas siga crescendo e se desenvolvendo para impactar, cada vez mais, a
vida de todos ao seu redor. Que seja uma referência positiva, marcante e inesquecível para aqueles que passarem por ele, assim como é para mim. Que siga cuidando e olhando para dentro de seus muros, mas que não perca o olhar solidário e generoso para quem está fora.