“O Minas não envelhecerá enquanto houver gente disposta a pensar, dialogar e zelar por esse legado precioso, que será entregue às próximas gerações”
Omar Silva Pereira
64 anos, empresário e sócio
Minha história com o Minas começou há algumas décadas, quando, recém-casado e ainda sem filhos, adquiri minha primeira cota para frequentar o Clube. Naquele tempo, a vida seguia outro ritmo, e acabei me afastando. Vendi a cota. Anos depois, com o nascimento das minhas duas filhas, o Minas voltou a fazer sentido. Comprei novamente, mas, mais uma vez, o tempo escorreu pelos dedos, e repeti o gesto da despedida.
Algum tempo depois, ao adquirir um terreno no Alphaville Lagoa dos Ingleses, veio junto uma cota do Minas Náutico. Participei da inauguração e passei a frequentar o Clube com intensidade, sobretudo por causa das minhas filhas. Quando, anos mais tarde, vendi o terreno, deixei também a cota, sem imaginar que o Minas ainda me reservaria um reencontro definitivo.
Foi há oito anos, em uma agência bancária, que o destino resolveu intervir. No escritório de Flávio Hoffmann, que me atendia, uma mochila com raquetes de tênis chamou minha atenção. Ele me contou que estava começando a jogar, com aulas no Minas, e comentou que, para jogarmos juntos, eu precisaria ser sócio. Quinze dias depois, eu já havia adquirido outra cota e ingressado em um grupo chamado Viciados no Tênis. Ali, o Minas passou a ocupar um lugar definitivo na minha vida.
Voltei a frequentar o Clube com regularidade, jogando sempre que podia, conhecendo pessoas e participando de eventos. Nunca havia participado de tantos. O grupo extrapolou os limites do Clube: vieram os encontros, as viagens… Minha vida mudou. Construí grandes amizades, que levo comigo até hoje. Quando entrei no grupo, éramos trinta; hoje, somos cerca de dois mil minastenistas, unidos pelo esporte, pela amizade e por um espírito de comunhão que permanece intacto desde o início.
O Minas é um grande prestador de serviços, muitos deles de excelência indiscutível. Mais do que isso, é uma cidade viva e diversa, que acolhe crianças, forma jovens, oferece convívio aos adultos e cuida com carinho dos seus “cabeças de prata”.
Aos 90 anos, este jovem Minas segue inspirando pessoas brilhantes, em diferentes campos de atuação, a doarem tempo, experiência e cuidado. O Minas não envelhecerá enquanto houver gente disposta a pensar, dialogar e zelar por esse legado precioso, que será entregue às próximas gerações.